De uma conversa virtual numa tarde de chuva

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 Enviado às 15:30 de sexta-feira
 Ennio:  escrever e filmar! e fazer de tudo!!!! arte! vida! pensamento! liberdade! loucura! os trastes e os pobres-diabos tomando todos os castelos!!!!
e fazendo a farra!!!!! amor! amor! amor!

Se besouro é algo

Um besouro entrou por engano na sala do apartamento. Moro no terceiro andar.

Ele se debate no chão, preso no espaço minúsculo que vai do sofá ao outro sofá.

Sua casca é forte e seu azar é ainda mais.

Não me comovo.

 

(DEZOITO MINUTOS MAIS TARDE)

 

Ajudei o besouro a fugir.

Antes disso se fingia de morto, o descarado. Talvez medo, talvez malício.

Se apresentava. Por isso olhei de perto.

Olhos verdes, casca marrom, patas encolhidas.

Não contei quantas patas. Não me lembro de ter visto qualquer pêlo.

As asas são desenhadas com nervuras, como o esqueleto de uma folha. Improvável que possam sustentar corpo tão pesado como o de besouro.

Da janela testei. Ele deixou de ficar morto.

A vaca e a morte

Vi, no caminho que margeia o pasto e nos leva até a casa da chácara, uma vaca-fantasma. Trazia na testa a marca da arma que a abatera na manhã daquele mesmo dia.

Apesar da excessiva e incontornável violência que marcara definitivamente seu corpo ela  não foi embora daqui no momento em que morreu, dado o imenso amor que seu couro sentia por aqueles pastos.

 

Uma vaca-metafísica, se questionando sobre o sentido daquilo que acabara de lhe acontecer.

Uma vaca com medo disso a que chamamos morte.

Vaca-espírito vagando entre suas duas existências,

mundo-pasto,

mundo-breu.

LABIRINTO

Paródia de um refrão popular

Vamos comer cinema
Vamos devorá-lo
Vamos comer cinema… 2x

POEMA RANDÔMICO

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Receita de bolo de cenoura da Ana Maria

Receita de água temperada para tardes calorosas:

água, limão, copo, colher, àcuçar

Misture os que são líquidos no copo
e mexa com a colher, que é sólida

O grão de demência da bebida
consiste num pequeno torrão de rapadura
jogada no fundo do copo