Revolutionary Road

por Juliana Damazio

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“Louco: – Então, do que um casal de pessoas como vocês têm que fugir?

Ele: – Não estamos fugindo.

Louco: – Mas então que há em Paris?

Ela: – Uma forma diferente de vida.

Ele: – Nós estamos fugindo… Estamos fugindo do desespero e do vazio do tipo de vida que temos aqui, certo?

Louco: – Vazio e desespero? Agora você disse tudo. Muitas pessoas estão vazias e desesperadas, mas é necessário ter muita coragem para ver o desespero. ”

 

 

Se sentir viva, reinventar o amor e encontrar a felicidade nas ruas de Paris. Isto é tudo o que deseja April, brilhantemente defendida por Kate Winslet em Revolutionary Road. Seu desejo de fuga busca encontrar tudo o que a vida convencional não pode lhe proporcionar. Ela foge da felicidade morna da vida em família, do vazio das relações cotidianas. Ela foge das escolhas de seu marido, das escolhas dos vizinhos, das escolhas da sociedade.  Para April “a beleza será convulsiva ou não será”, a felicidade será plena ou não será.  Ao arriscar tudo em sua decisão de ir embora viver um outro tipo de vida, April descobre que o “não será” é constituído de uma  força violenta que aniquila todas as saídas para a realização de seu sonho.  Mas não foi apenas um sonho, como sugere o título em português,  já que April caminha até a última das conseqüências de sua escolha, preferindo enfrentar o turbilhão devastador do “não será”  a se conformar com dias contentes e mornos.

Assistam ao filme, por favor.

 

Imagem tirada de Nadja, livro de André Breton, para quem a beleza deverá ser CONVULSIVA.

 

 

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