“Na minha cidade se dói inteiro de amor. Vive-se em carne viva”

por Juliana Damazio

No centro fervilhante da cidade meu coração se perde como se em um labirinto. Tento alcançar o fio que me leve à origem de minhas péssimas escolhas, e volto algumas esquinas em minhas decisões, vasculhando porões abandonados repletos de promessas não cumpridas. Encontro jogada pelo chão uma declaração de amor tão brutal que me lembro do dia em que do alto da torre mais alta da cidade, com o vento atrapalhando meus cabelos,  decidi ser aquele o lugar perfeito para se morrer. Morrer de amor.

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